domingo, 19 de agosto de 2012

A primeira carta

    Querida Jane, 
  Não sei como estou.. não consigo determinar tal coisa, é repugnante não saber. Sei que um dia mais tarde vou-me aperceber de como realmente me sinto, mas por agora...
  Tenho que te dizer que sinto saudades tuas, as vezes em que me fizeste sorrir, as vezes que me ajudas-te, é como por mais que estejas longe eu vou continuar sempre a guardar o teu lugar, aliás ele é teu (tu sabes a que me refiro). Encontrei uma carta das tuas, chorei tanto quando a li, foi como se o meu coração se partisse aos pedaços lentamente para fazer a dor penetrar-se até aos meus ossos. Bem vou dizer o título da carta e as primeiras palavras e já sei que te vais lembrar logo de todos os pormenores, aliás tu nunca te esqueces do que deixas... 
  "O mundo é bonito mas as pessoas são tristes", foi a primeira carta que me escreves-te. "Jéssica, não cries ilusões" a grande primeira frase, sempre foi a minha preferida, tenho que admitir. 
  Acho que não tem mais sentido escrever para ti quando eu sei que jamais me voltaras a responder, sei que estas bem, porque és um porto seguro, tu és o porto seguro, o teu próprio ... Sei que se um dia voltares (o que será um pouco provável), eu ainda vou querer passar momentos, poucos ou muitos contigo. 

Da tua Jéssica. 

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