sábado, 28 de janeiro de 2012

brutidão

por vezes penso como é que já cheguei a ter tanto aquilo que não desejava na época e que agora é o que mais anseio, é tão injusto, tão bruto que penetra-se como o vento nos meus pensamentos. as músicas que me fazem lembrar a felicidade, aquela que tive à muito tempo atrás. recentemente tenho pensado como cheguei a este ponto de sofrimento, desespero, angústia, lágrimas é demasiado para uma pessoa tão nova como eu suportar isto!

odeio-me !

já não sei o que escrever porque a minha dor é tanta que não tenho inspiração. nem vontade de contar nada. voltei a ingerir demais, não devia porque assim estou a deixar cada vez mais a comida, para compensar a demasia, é estúpido fazer isto para completar uma ambição, agora sou mesmo eu que não quero parar, esta vontade .. mas as vezes ainda tenho muito vontade de comer. nunca me imaginei a passar por isto, para além de ser complicado também é doloroso. o exercício físico vai para além daquilo que eu consigo fazer. talvez se as pessoas não me estragassem a minha auto-estima provavelmente hoje esta em perfeitas condições. é apenas uma questão de dor, já não é mais a minha aparência, é olhar-me no espelho e ver uma coisa que eu já mais queria para mim, uma pessoa perdida, sem coração é assim que eu me vejo. por vezes quero desistir de tudo, mas não consigo.
quero alguma coisa que me faça sentir viva, que me faço querer pertencer aqui. acho que já levaram tudo o que eu tinha agora não há nada para além de ódio. eu acho que me odeio por não saber o que quero, ou porque já não pertenço mais ao mundo da felicidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

pesadelo

nunca me tinha acontecido tal "coisa", fingir que uma parte de mim estava doente só porque ingeri algo que não podia evitar. foi o pior pesadelo da minha vida, jamais tinha pensado que tal dor se iria infiltrar dentro de mim. foi doloroso, jurava nunca deixar que tal "coisa" penetrar-se em mim, o melhor disto tudo foi que ao final do dia tudo se voltou a estabilizar, mas de certa forma ainda estou em processo. tem havido sinais, penso que são sinais, que me têm vindo avisar do que não deveria fazer, é um pouco desconfortante mas é realidade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

insuportável

sou uma miserável, não tenho por onde me virar. é como se a gravidade quisesse que eu ficasse presa neste ciclo, nunca pensei que tal dor fosse capaz de me fazer virar a minha vida de uma maneira que a pudesse arruinar por completo. estou tão cansada de sentir isto todos os dias, está a tornar-se muito complicado porque eu não sei o que é melhor para mim.
está tudo a complicar-se de uma maneira insuportável, está a ficar impossível de viver.

sábado, 21 de janeiro de 2012

mais um dia de horror.

o horror continua lá, lá bem dentro de mim. quando vejo o meu reflexo só quero poder partir. é difícil viver assim, pelo menos para mim, é um vazio tão grande. nunca pensei chegar a este ponto, juro que não. era agora que eu precisava de todo o apoio que me pudessem dar mas pelos vistos não tenho ninguém para o fazer, tenho de me arranjar sozinha como ando a fazer nos últimos meses. sei que estou sempre a mencionar que estou perdida, mas é verdade, eu queria tanto, mas tanto que alguém me pudesse ajudar.. mas estou completamente sozinha.
tantas perguntas que eu teria para fazer se não fosse abandonada, tanto amor que eu iria dar e iria receber.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

cinzas.

não me sinto propriamente amada, também não sei se deveria. quero esquecer o que existe e ver apenas o que quero que exista, não me quero enganar, mas como já estou tão perdida que diferença faz? desde a morte da minha alma, nada voltou a ser igual, acho que nada vai poder voltar. quando digo morte quero dizer que a minha felicidade foi-se, tão depressa como um piscar de olhos. por vezes vejo-me "afogada boiando numa água sinistra", tanto poder que estás palavras têm. mas é apenas aquilo que eu posso descrever não muito bem, também nem sempre encolho as palavras correctas. palavras trocadas tal como o meu cérebro, ideias sempre a mudar, estados sempre em alteração. defeitos sempre a aparecer em demasia.
a minha aparência está a ficar cada vez pior, eu não quero ficar assim presa para sempre, quero poder mover-me sem qualquer tipo de dificuldade. preciso tanto de alguma coisa que me preencha a alma.
realidade? sou pedaços de cinza.

ódio, horror, dor.

o terror que sinto quando me vejo no espelho, aquela vontade de gritar bem alto, grito entalado pela garganta que me faz fazer força para que o meu coração não pare.
é tão triste ver-me assim, a realidade que vejo, aquela realidade que me corta as veias e me perfura o coração, tão ardente e pesado. quero uma pequena mentira, só hoje, só para poder aliviar um bocado está dor, nem que seja só por um pedaço de tempo, meia dúzia de minutos, nem é preciso tanto, talvez até um ou dois minutos, para que possa ver a luz e poder escolher outro caminho, porque se continuar assim posso-me perder a qualquer altura, eu não quero ir, quero ficar e poder sentir alguma coisa, alguma coisa mais do que dor, amor.
um pouco de amor é o que peço, não quero senti-lo, porque já o tive em quantidade, mas quero partilhado, para que me possa ver e dizer que vou mudar, que posso ter mais do que uma opção e não continuar com isto.
posso escrever muito e muito, mas nunca vou poder explicar aquilo que estou a sentir. bem, posso afirmar que é dor, ódio que mim própria, tudo junto que me está a destruir aos pedaços, está-se a tornar tão forte.
quase não consigo aguentar, por vezes penso que devia me deitar e dormir e levantar-me passado vinte e quatro horas.
só para poder descansar e poder-me organizar, tantas ideias más e pensamentos negativos.
"a vida causa tantos horrores, que quando deres por ti, já nem cá estás"