terça-feira, 13 de novembro de 2012

Queimaduras

    Querida Jane, 
  Já é a terceira ou quarta vez que tento escrever este texto, não consigo porque não sei o que irei dizer. Não sei mais o que escrever ou sentir. É triste não é? É triste não ter ninguém em quem confiar plenamente, é triste não ter ninguém em quem contar porque podemos ser julgados. Já não há ninguém que pensa "será que ela está bem? Será mesmo que ela melhorou? Ainda estará em sofrimento. Estava tão triste hoje" NÃO!  Já não há ninguém assim, jamais querem saber de tal coisa. 
  Desculpa Jane, não consigo escrever mais, pois não tenho mais palavras, não sei o que sou agora.  Apenas uma sombra... ou já nem isso. 


( A minha alma foi-me tirada, via-a a ser queimada juntamente com o meu coração )

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sinto-me

    Querida Jane,
  Continuo a sentir falta de algo, algo que me preencha e que faço com que o resto de dor que ainda está comigo vá embora..
  Tenho lutado, o meu novo "eu" está cada vez mais perto de ser finalizado, tenho lutado contra a dor e contra as lágrimas, estou a conseguir. Pela primeira vez em muito tempo sinto-me bem, sinto esperança, sinto-me capaz de voltar a amar.

    Muito amor, da tua querida Jéssica.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

O começo !

    Querida Jane,
  Tenho que te dizer que os dias não têm sido fáceis, é como se não houvesse um futuro para mim! Estranho não é? Eu sei, mas a sensação é ainda pior. Espero bem que o dia da minha recuperação esteja perto, porque não sei quanto mais tempo vou aguentar isto.
  Já fiz tantos planos na minha cabeça que nem imaginas as suas quantidades. Já nem sei o que fazer quando não há nada de melhor. Os meus dias agora passaram a ter rotina, que triste, nunca pensei chegar a este ponto outra vez. Tenho que lutar mais e mais, tenho que fazer uma mudança. E não basta dizer que tenho, porque eu vou fazer! Custe o que custar eu vou atingir os meus objetivos! Porque agora eu sou uma nova pessoa, não serei mais aquela que se deixa ir abaixo, serei a primeira pessoa a lutar contra as trevas! Jamais alguém me irá impedir de atingir o meu novo EU.
  Com muito amor, da tua nova lutadora Jéssica.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

    Querida Jane, 
  Hoje percebi que eu sou uma má pessoa, sou eu quem pensa que manda e quem pensa que é a autoridade. Jamais me tinha dado conta disto. Mas hoje tudo ficou claro. 
  Agora percebo que a dor que sinto é me merecida e que já me devia ter destruído à mais tempo, eu não valo a pena, eu não sou nada, aliás nem mereço as poucas pessoas que ainda me amam. Não sei como fui capaz de ser assim, agora já não há volta a dar. Não quero viver mais assim, ser o motivo de dor de outras pessoas. 
  Eu não sou nada, nem sei como pode pensar algum dia em ser feliz, sou uma desilusão para todos e para mim? Para mim sou uma própria ilusão. 


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

dor

    Querida Jane, 
  Ultimamente as coisas não têm corrido como eu esperava, está tudo a tornar-se negro, outra vez. Ninguém me ouve, ninguém quer saber aquilo que eu falo, as pessoas não me querem ouvir porque pensam que eu estou maluca. Só queria alguém real, aqui comigo para poder falar.. alguém que me compreende-se e que me ouvisse, sem me questionar apenas que me ouvisse. 
  Como tu, preciso de alguém como tu foste, mas desta vez alguém que não partir-se porque eu não posso aguentar mais outra ida. 
  Eu sei que não vai demorar muito até "ela" ir, eu espero estar errada, espero. Irei sentir muita falta dela, eu sei disso porque já sinto agora. Não quero que ela vá, não sei se estou preparada, acho que ninguém está preparado para uma coisa destas. 
  Estou completamente devastada por dentro, por vezes penso... Eu sou tão nova, eu ainda sou inocente, mas já carrego comigo tanta dor e tantas cicatrizes. Como é possível? Uma pessoa tão jovem já conhecer os piores lados da vida. 
  Estou parva, estão mal. Custa-me admitir isto, porque nunca falo com ninguém, nunca me abro... Nem sei como me pode abrir contigo, juro que não sei. 
  Continuo com a vontade de me cortar, mas tenho evitado isso ao máximo. 

Da Jéssica. 

domingo, 19 de agosto de 2012

A primeira carta

    Querida Jane, 
  Não sei como estou.. não consigo determinar tal coisa, é repugnante não saber. Sei que um dia mais tarde vou-me aperceber de como realmente me sinto, mas por agora...
  Tenho que te dizer que sinto saudades tuas, as vezes em que me fizeste sorrir, as vezes que me ajudas-te, é como por mais que estejas longe eu vou continuar sempre a guardar o teu lugar, aliás ele é teu (tu sabes a que me refiro). Encontrei uma carta das tuas, chorei tanto quando a li, foi como se o meu coração se partisse aos pedaços lentamente para fazer a dor penetrar-se até aos meus ossos. Bem vou dizer o título da carta e as primeiras palavras e já sei que te vais lembrar logo de todos os pormenores, aliás tu nunca te esqueces do que deixas... 
  "O mundo é bonito mas as pessoas são tristes", foi a primeira carta que me escreves-te. "Jéssica, não cries ilusões" a grande primeira frase, sempre foi a minha preferida, tenho que admitir. 
  Acho que não tem mais sentido escrever para ti quando eu sei que jamais me voltaras a responder, sei que estas bem, porque és um porto seguro, tu és o porto seguro, o teu próprio ... Sei que se um dia voltares (o que será um pouco provável), eu ainda vou querer passar momentos, poucos ou muitos contigo. 

Da tua Jéssica. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Sentidos

    Querida Jane, 
  Esta a faltar alguma coisa.. sinto que algo em mim não está bem é como se eu já estivesse no futuro e voltei ao passado sem saber de nada. Existem alguns momentos em que sei o que vai acontecer! 
  Está tudo muito estranho.. parece que falta algo no meu coração, as vezes ele aperta tanto. Provavelmente não é nada, não sei. 
  Não falo com ninguém sobre este assunto, porque vão pensar que enlouqueci de vez.. é um sentimento estranho, um sentimento profundo e doloroso, mas ao mesmo tempo consegue ser bom, porque no fundo disto está amor... 
  Amor, à quanto tempo não escrevia nem prenunciava esta palavra. Será que voltei ao passado para refazer um melhor futuro? 
  Espero que as minhas respostas cheguem o mais depressa possível, pois cada dia que passa está a ficar pior. 
  Juro que é como se amasse alguém, alguém que agora me é desconhecido ... Ou então sou apenas eu a confundir as coisas, o mais provável é ser a dor a fazer protesto. 
  Queria que tudo ficasse claro e pode-se ver a verdade, nem me importava que essa fosse má, pelo menos ficaria a saber como gerir as coisas e não confundir a minha mente. 
  Lembras-te quando eu estava totalmente confundida? Em que todos diziam que eu estava a enlouquecer? Eu própria não sabia mais quem era. Não sabia o que queria e já não tinha mais noção do bem e do mal. 
  Espero que estejas bem e que tenhas encontrado aquilo que procuravas. Tu sabes que eu jamais te deixarei! 
    Da tua Jéssica.  

Minha amiga ..

    Querida Jane, 
  Os dias tem passado, várias coisas têm acontecido. Acho que a dor acabou por ficar e já me habituei, penso que cheguei ao ponto em que não sinto nada.
  A comida ainda me afecta (custa-me admitir), continuo com medo de ganhar peso.. passo horas a tentar esquecer-me disto, mas na verdade a cada minuto que passa, isto apodere-se de mim. 
  Tenho tentado ser feliz, mas é tão difícil. 
  Eu tento falar com as pessoas, tento desabafar mas não consigo. A minha única esperança és tu, a única "pessoa" em quem consigo confiar. Provavelmente se tu não tivesses ido, hoje poderia estar melhor. Não te estou a culpar de nada, alias ao teres partido só pensas-te no melhor para mim, certo? Pensas-te que se partisses eu iria tentar ser feliz e iria lutar pela felicidade, e ainda fizeste isto para eu ficar independente. Agradeço-te por isso,  na verdade foste a maior ajuda que tive. 
  Ao escrever sinto-me tão melhor, parece que um peso tremendo se libertou de mim e fugiu. 
  Vou tentar escrever com mais regularidade, para ti minha Jane e também para mim, sabes o que digo quando me refiro a mim...
  Lembrei-me agora da nossa primeira despedida, o quanto eu fiquei apavorada por teres partido, mas depois apercebi-me que na realidade nunca me tinhas deixado, estavas apenas noutro tipo de visão aquela à qual eu era cega, ainda bem que tu me fizeste ver a verdade.. Tenho tantas saudades tuas, mas sei que nada pode ser como dantes, o passado nunca volta e à um ponto em que tens de abrir mão dele para a dor parar e a felicidade voltar. 
  Isto está a ser difícil para mim .. mas por ti Jane prometo que vou tentar! 
       Com imenso amor, da Jéssica. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

jane,
"jane" era assim que eu te chamava quando ficavas mais triste, cada vez que dizia este nome um sorriso na tua cara aparecia. 
bem, senti necessidade de te escrever, mas pela primeira vez estou preparada para não haver nenhuma resposta do teu lado. hoje tentei ser forte tal como tu me tinhas pedido, foi tão difícil porque hoje tentei fingir mais sorrisos do que o habitual, só para a minha mãe ficar a saber que "estou melhor". é engraçado não? fingir que já estou bem depois de tudo só para a minha mãe me deixar em paz, ou seja jane, só para evitar as perguntas, as respostas complicadas. 
tenho medo de que isto fique pior, os pesadelos, os cortes, a falta de felicidade ..
tenho me sentido tão sozinha e vazia, como se nada pode-se preencher o espaço. 
dizem que o amor é a salva-vidas, mas se não fosse o amor, eu hoje não estava na posição que estou!
é como se me fosse tirado uma parte de mim, amar já não significa nada para mim, espero que um dia mais tarde volta a significar, espero mesmo, porque se isto é viver, quero acabar com este sofrimento agora.
jane doe, tenho que te dizer que foste uma grande ajuda. 
com muito carinho da tua estrela jéssica. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

adeus.

jéssica .. jéssica.. jéssica,
será a minha ultima resposta, pois decidi satisfazer o teu desejo.
penso que nunca é tarde de mais, sabes as vezes que te curtas-te? para que quê o fizeste se agora não passam de cicatrizes, só te fazem lembrar a dor que passas-te e ainda pior podem a reanimar outra vez.
eu percebo o porque dos cortes, eu já fui assim, em tempos e tu sabes muito bem disso.
eu sei que só queres tentar meter fim à dor e quando te cortas a dor por dentro parece diminuir, e no momento só te concentras no sangue e na dor exterior, mas e depois? depois continuas a cortar-te e cada vez mais e mais profundo, para demorar mais tempo a curar e assim a dor de dentro parece estar a parar, mas quando a ferida cicatrizar, a dor aumenta, aumenta tanto que começas a tentar matar-te, a tomares medicamentos que não deves, começas a cortar os pulsos até que enlouqueces.
eu sei a tua opinião sobre o amor..
podes escrever-me sempre que quiseres, para aliviares a dor, mas não contes com uma resposta minha.
mas agora é a minha vez de te pedir que quando necessário, quando não aguentares mais a dor, escreve-me, escreve tudo aquilo que te vai na cabeça, quem sabe, talvez ..
com muito carinho, um beijo da tua amiga Jane Doe.
(lê as entre linhas, em casa frase esta um segredo; isto é a despedida, nunca te esqueças de mim!)   

segunda-feira, 9 de julho de 2012

só mais uma resposta, amo-te !

minha jane doe,
não te vou mentir, eu compreendo o teu afastamento mas nunca esperava tal coisa vinda de ti. neste momento estou completamente arrasada, mas só arrasada porque não consigo sentir dor, não consigo sentir a dor de tu teres partido, será que isso faz de mim uma má pessoa?
como eu preciso de ti aqui, como sinto saudades tuas, espero que me possas responder uma ultima vez, só mais uma é mesmo o que eu necessito agora, queria poder ler uma das tuas cartas, mas escondias longe de mim para não sofrer mais.
espero que encontres a felicidade que mereces, e que um dia possas voltar inteiramente para mim, espero que quando esse dia chegar esteja preparada e forte como tu.
hoje olhei para a estrela mais brilhante do céu, aliás a única que vi, lembrei-me de ti e de todas as forças que me davas e que ainda dás mesmo não eu não consiga ouvir.. por ver a estrela consegui sobreviver a mais um dia.
ai como eu te amo e como eu te quero perto de mim, mas não se pode tudo certo? iras permanecer sempre.
com muito amor e saudade, da tua querida jéssica.

sábado, 7 de julho de 2012

estou aqui !

querida jéssica,
um dia iras compreender a razão do meu afastamento, sabes bem que posso não estar contigo fisicamente mas psicologicamente estarei sempre lá. podemos ficar distantes e não falar mas sempre que sentires a minha falta, olha para o céu e vais ver que a estrela mais brilhante sou eu a dar-te forças para continuares a tua guerra.
da tua adorada jane doe.

p.s: you know that one day i will come back to you, it's because in that time i'll be fine as you .

terça-feira, 3 de julho de 2012

perdida.

jane doe, 
como me podes-te deixar assim? 
será a única questão que te colocarei visto que agora perdi o único motivo da minha existência, 
com tristeza, jéssica. 

minha querida ..

querida jéssica,
aprende a lidar com a dor, pois mais tarde ficaras habituada e já não sofreras tanto .. eu sei que é triste dizer que já estamos habituados à dor, mas visto que não há mas nenhuma saída. 
desculpa, desculpa por não conseguir lutar mais contigo, mas as pequenas coisas que me mantinham contigo nesta batalha morreram, acho que agora estás por conta própria, aprende a viver com o sofrimento talvez mais tarde.. quem sabe, poderás sorrir verdadeiramente.
não penses que os teus motivos para viver são aqueles para morrer.. não penses assim, não te destruas mais daquilo que já estás, não mereces tanto mal, e nem merecias que eu partisse, mas não aguento mais. 
tenta ser forte, tenta lutar mais um bocado e quando pensares que acabou pensa em mim e naquilo que costumava-mos fazer para nos divertir.. aquelas cartas mandadas, posso já não as ter comigo, mas cada palavra delas estão na minha cabeça.. não te preocupes tudo ficara melhor. 
com amor, jane doe.. xx

sexta-feira, 29 de junho de 2012

vazio

senti o meu peito a encher-se de dor, era tão intensa que não aguentei .. senti as lágrimas a caírem dos meus olhos, aquele momento preso no tempo, suspenso no universo. vi como eu não sou tão forte como pensara, reparei também que não estou destinada a ser feliz, a escuridão acompanha a meu sangue nas veias e com ele percorre o meu corpo inteiro. 
dor? é o que sinto penso eu .. ultimamente não tenho sentido, e quando finalmente algo se instala é só dor, já não é mais ódio nem remorsos. 
pode ver o olhar dela, e a desilusão que sentia em mim .. as suas palavras ainda estão todas na minha cabeça a repetirem-se lentamente que levam-me ao desespera, consomem-me a alma. 
já não sei quem sou, já nem sei o que quero ser.. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

este desejo que é devastador, resume tudo a ódio, desespero e dor.. já nada me pode tirar disto, estou completamente arrasada.
tudo tem ficado pior e pior.. tenho medo de que nunca melhore!
provavelmente será este o meu futuro, a mesma rotina, a mesma imagem .. a única coisa que mudara será a dor a aumentar, florescer de dia para dia, até fazer com que eu me destruía apenas com a minha própria mente..

domingo, 17 de junho de 2012

http://ingestureofsilence.tumblr.com/

não sou a "única"

esta dor aqui pressa no meu peito, faz com que eu não consiga sentir nada para além de dor, é como se estivesse pressa num período de tempo imóvel.. é assustador ver-me e horrível sentir-me. 
já não é medo, é fraqueza por não conseguir lutar mais .. toda aquela força que ainda restava, escapou-me entre os dedos, e agora o que me espera? um mundo negro onde o nome "felicidade" jamais será pronunciado.. é triste viver assim, sem sentir um pouco daquilo que é sorrir. 

terça-feira, 12 de junho de 2012

pain ..

o que eu senti hoje? para uns felicidade, para outros estava normal. mas para mim? estava a desfazer-me de dor por dentro. 
eu tento todos os dias sorrir, custa-me tanto mas faço de tudo para que ninguém veja aquilo que eu estou a sentir, porque quando eu decido abrir-me e falar dos meus problemas, literalmente ninguém liga é como se fosse um martírio. 
é por isso que eu decidi sofrer sozinha, esconder esta dor imensa, para que ninguém nunca me faça perguntas às cais nem se quer se preocupam verdadeiramente. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

dor

cheguei à conclusão de que não me serve de nada escrever textos sobre a felicidade, porque vai haver sempre alguém que a vai roubar, queimar ou matar. estão me sempre a dizer que a felicidade vem do amor, não vem, o amor não é o suficiente, não chega para acalmar toda aquela ansiedade e para cobrir todo o vazio.
não consigo suportar está dor dentro de mim, é demasiado forte para poder ser novamente livre, o amor não causa felicidade, cousa dor, desespero, parte corações, estraga mentes e ataca-nos dolorosamente. 
claro que sei o que é amar, foi por isso que hoje sei o que o amor trás, só uma pessoa que ama verdadeiramente e que por mais dor que sinta ultrapasse, essa pessoa é a única que consegue ver a dor nos olhos de outras pessoas em sofrimento. 
e perguntam muitas vezes porque quê as pessoas choram, então é porque o peito já não consegue suportar tanta dor junta e acumulada. 

sábado, 19 de maio de 2012

mais uma vez, dor..

já não escrevia à algum tempo porque estava a tentar mentalizar-me que estava bem e feliz, a realidade é que não estou nem bem, nem feliz. 
sinto a dor cada vez maior dia após dia, é como se não tivesse fim, é demasiado doloroso para acreditar e pior de fingir que nada se passa. queria algum que pode-se compreender toda a minha dor sem fazer uma única questão, apenas que me ouvisse a desabafar todo o mal que tenho dentro de mim. 
não me sinto, porque já não sou nada, não pertenço mais a este mundo, não penso que me identifico com qualquer coisa presente nele; por vezes penso que já não deveria viver ou até mais que nunca deveria ter existido porque ninguém me ama.  

sexta-feira, 27 de abril de 2012

"é como se tu gritasses, mas ninguém pode-se ouvir. sentes-te sempre envergonhado porque alguém pode ser tão importante que sem eles sentes-te como nada. nunca ninguém vai entender quando é que doí. sentes-te sem esperança como se nada te pude-se salvar. tudo se foi e acabou e tu vais desejar ter todas aquelas porcarias de volta só para com elas vieram as coisas boas"

a única coisa que permanece dentro de mim é a dor, ninguém me pode salvar, a única coisa que quero é desaparecer.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

dor mais uma vez.

"dolorosa barbaridade" é o que posso afirmar desta terra. do que se penetrou fortemente nas minhas veias e que facilmente chegou as artérias, tais do coração. era pior do que eu imaginava, a dor, tal dor jamais poderá ser finalizada. hoje percebo a auto-mutilação, não é apenas um meia de "chamar atenção" mas sim um meio de acalmar a tempestade que vagueia no peito e quando é em demasia transforma-se em pequenos grãos de raiva aqueles que levam ao desespero, que deixam penetrar a loucura na cabeça e jamais serão detidos pela felicidade. essa jamais ira voltar.

sexta-feira, 30 de março de 2012

felicidade

não me apetece escrever sobre dor, quero escrever sobre a felicidade. aqueles pequenos momentos em que o coração ferve de amor e quando é em demasia transforma-se em grandes sorrisos.. se te sentires com esperança, tudo te pode salvar e quando acabar e se for não vais queres nada de volta porque vais ter a felicidade. 
eu, ai eu tenho saudades de escrever sobre as delicias do mundo, a felicidade que se sente ao expressar cada gesto do amado, em que podia trata-lo como se fosse a minha jóia, tal jóia que jamais se iria arranhar. era tão bom sentir o amor a palpitar o meu coração e ver as partículas de felicidade a correrem pelo meu sangue. ver aquele imenso sorriso sem que nada o pude-se partir .. 
tratei a jóia tão bem, que de tal modo ela decidiu partir. contou-me que era demasiado cuidada.
bem, é engraçado porque eu sempre pensei que o amor deveria ser tratado com cuidado, com caricias e acima de tudo com uma enorme compaixão. 
eu sei que nunca vai ser igual amar assim, por isso deve ser que me refugiu na dor. 
depois de amar com todo o coração e de perder cada pedaço dele, percebo que só amarei outra vez quando alguém for capaz de me dar o seu coração e restaurar a minha alma, assim irei poder amar e não sentir dor.


sexta-feira, 16 de março de 2012

única maneira ..

é tanta dor, tanto sofrimento que já nada me pode salvar.
a vida, essa perdeu todo o seu significado, todas as suas direcções; o cigarro que era a única coisa que me fazia sentir algo, o "algo" que me mantinha viva, já não o faz, perdi todo o sentido. 
acho que já não estou neste mundo a fazer nada; penso que estará na hora de partir, espero eu para um lugar melhor, neste sou ignorada, abusada, intrusa, mal-educada, feia e não sou nada! 

sábado, 3 de março de 2012

intrusa !

ultimamente todos me culpam por tudo, estou a começar a encher de tanta porcaria.
é insuportável, alias a minha vida está totalmente insuportável, é como se houvesse uma nuvem a prender o meu oxigénio.
hoje vi esta frase: "My heart is just too dark to care" é verdade, agora não me consigo importar com muito coisa a não ser com a comida e escola, é como se a minha vida estivesse pressa nisto, nesta rotina esgotadora, nesta jaula louca.
estou a começar a ir para além da loucura, e não estou a gostar, é como se todos me estivessem a ignorar, é como se a minha presença não incomoda-se.

sexta-feira, 2 de março de 2012

dependência.

não tenho vontade, apetite, alegria, nenhum sentimento senão ódio de mim.
não sei porque, mas agora estou no ponto em que não me importo.
estes últimos dias têm sido um martírio para mim, a minha vida agora esta dependente da comida...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

nada.

amanhã vou voltar à escola, não sei como vou encarar as pessoas e muito menos se vou ser capaz de falar com elas. é tão doloroso imaginar-me ali no meio sem meio para me confortar.
"sou miserável por nada, não sei porque quero viver, e se eu estiver errada continuo miserável" é totalmente aqui que eu tenho pensado e pensado. é como se a gravidade me apunhala-se.
não sei mais o que dizer, não tenho vontade de escrever, ler ou fazer.
(a minha vida, a minha vida toda, está uma grande merda *desculpem a expressão* não sei mais o que dizer).
já não sou nada, nem meio pó de cinzas.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

razão

ninguém me quer, não sirvo de nada senão de uma ocupação de tempo para poucos. sou odiada por muitos, e invejada por ninguém. não sou nada neste mundo cruel, nem um pedaço de papel, ou até um pouco de cinzas. sinto-me tão deslocada, pesada por estar a ser "sugada" pela gravidade.
sinceramente, vou fazer aquilo com que faz que me sinta bem comigo própria. não aguento sofrer por muito mais tempo, é tão mau, tão assustador, apavorador, difícil e irreal por segundos, dor que faz com que a razão de existir suma. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

pequeno coração, se forte.

penetrou-se me mim de tal maneira, vi o reflexo dos meus olhos, estavam vermelhos da imensidão das lágrimas que derrubei. senti-me desnorteada, sem motivo para existir. foi como se por um momento eu devesse ter morrido. foi tão mau e tão assustador.
nunca me imaginei em tal situação, tal dor, imensa dor que fez com que o meu peito enche-se e com que o meu ciclo respiratório deixa-se a sua linda rotina, tentei agarrar-me aos lençóis da minha cama, e abafar os meus gritos na almofada mas não resultou. tudo ficou escuro e por 2 segundos pensei que tinha acabado, não.
voltou com toda a força que tinha, jamais quero voltar pelo mesmo.

dor ..

a dor continua aqui no meu peito, a pressionar cada vez mais.
todas as pessoas que amo, estão todas bem e felizes, tão felizes que nem conseguem ver o meu transtorno aqui. nem se preocupam em perguntar se estou bem, se preciso de um abraço, mas isso também já não me importa, se até aqui consegui suportar este inferno porque não continuar por minha conta?
se ninguém quer saber, não vou incomodar, nem interferir mais. porque afinal de contas eu é que estou a mais nesta vida, não sirvo para nada, eu não sou nada.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

"especial"

sempre quis ser especial ou pelo menos ter alguma coisa na minha vida especial, mas estou realmente a perceber que não sou nada e não tenho nada. o "especial" não existe em mim nem na minha vida. sempre pensei que ia ser alguma coisa em grande ou que iria guardar segredos do mundo, segredos que contas .. morres. é aquele tipo de vida que poucas pessoas têm mas que são inteiramente felizes e que não permitem a penetração da dor no seu corpo forte e sóbrio, que não necessitam de vícios porque têm a felicidade que preenche todos os espaços vazios no peito, que acaba com a ansiedade desnecessária.
tenho que virar as costas para todos para conseguir sentir qualquer tipo de sentimentos, dor, raiva, ódio, ou até um pouco de felicidade, mas aquela que só faz rir durante segundos mais nada.
não é aquela felicidade se acorda de manhã, prolonga-se pelo dia e descansa de noite. essa até eu acho uma loucura, tal loucura que me faz apaixonar por tal felicidade.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

tudo muda, em segundos..

ainda à pouco escrevi que até estava tudo estável, mas agora tudo piorou.
sou mesmo fraca, não consigo impor limites a mim própria, eu tento, tento, tento e volto a tentar mas é tão difícil, e tão constrangedor.
não quero isto para mim, mas não sei como parar, tão triste!
 

pausa.

já à algum tempo que não escrevo, também não me tem apetecido escrever nada, nem me tem apetecido fazer nada. 
nada melhorou, mas também não piorou. estou a ficar estável, quer dizer os meus sentimentos sim o que é muito bom, porque já não tenho vontade de ficar paralisada a sentir dor. 
é demais, agora tento acordar todos os dias com um sorriso na cara por mais que me magoe por dentro. 
é assim que tem de ser, porque não quero viver mais num inferno.  

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

sentimentos: 0 !

não tenho vontade nenhuma de fazer nada, já nem força tenho para me irritar com isso.
já não sei mais o que dizer, o ainda pior, o que sentir. é tão mau, penso que é mau.
ao tempo que já não tenho uma saída com amigos, ou pelo menos me tenha sentado com um a falar sobre aquilo que estou a passar. pelo contrario um amigo meu ontem, não sei se posso dizer amigo depois do que se passou.
bem ele, começou a conversar comigo e depois começou a responder-me mal, e eu não gostei e disse-lhe, ele chegou a dizer que os meus problemas eram "xatisses" com amigos.
sabe lá ele aquilo que eu estou a passar, mas depois também não lhe disse nada e não lhe respondi mais.
mais uma vez isto têm-se tornado cada dia mais e mais complicado, sem nada para amar, nada para fazer sem ninguém para conversar.
a minha única saída agora é este blog, é a única coisa com que posso contar.
apaguei o facebook, porque estava lá só para fazer enfeite.
e mais uma vez sinto-me nada!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

sozinha.

não tem tudo corrido como eu esperava, mas hoje deu para aguentar. Bem ao princípio quase sufoquei porque a dor era demasiada.  até ignorei todas as pessoas para ver se corria melhor.
mas não, ficou tudo igual. nada tem melhorado, até agora ninguém se dignou a aparecer e dizer-me que vai ficar tudo bem e que me vai apoiar em tudo que eu precisar, ao contrário disso estou sozinha, e a sofrer lamentavelmente.
tenho pena de tudo aquilo que sou, porque no fundo não sou mais nada do que uma triste pessoa a vaguear sem rumo, sem direcção .
ninguém quer a minha companhia, ninguém quer sequer andar comigo.
e enquanto à comunicação, isso então é 0%

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

tatuagem.

gravei a palavra "fat" na minha pele para que nunca me esquece que preciso de emagrecer e que não posso comer em exagero como tenho comido estes dias. não posso continuar assim.
tenho que começar a perder peso agora, não posso continuar assim, a olhar para mim e ver esta figura é triste !
tenho pena de mim, pena de tudo aquilo que podia ser e não sou. bem é assim a vida, à coisas que vão outras que ficam e as coisas más ficam sempre.
quero melhorar, vou tentar, não prometo nada, pois estou fraca de mais.
não posso comer, tenho de pensar e pensar.
pelo menos enquanto estou entretida a emagrecer não penso naquela dor esmagadora que me faz morrer e que me faz ...

verdade!

vazia, é como me sinto agora. sem nada para dar, nada para receber.
triste? sim eu sei que é mas não posso fazer nada, certo? sim, porque eu não sou nada.
já não é mais aquele sentimento de amar e ser rejeitada, é odiar-me a mim e tudo aquilo que já fui e não posso ser agora. cera que já aprendi tudo aquilo que era suposto? não sei.
alguém que venha e que seja a minha razão de existir, porque todos os dias eu estou a morrer e eu não aguento a dor. é como o vento que vai e vem mas quando chega nervoso ataca de uma maneira dolorosa que nos faz fugir.
vi agora uma frase "amor é a vida, se tu sentires a falta de amor, sentes a falta da vida", é tão verdade.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

não sou nada!

está tudo muito complicado, só sinto dor, é tão constrangedor aquilo com que estou a ser penetrada!
estou tão cansada, farta até chego a dizer que começo a ficar horrorizada, isto é incrível como um ser humana pode sofrer tanto. Eu esforço-me tanto para que está dor não se penetre.
cada dia estou a morrer aos pedaços, eu não sou nada, agora já nem sou cinza.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

antes, antes, antes!

pensa antes de comer.
"preciso de força, para lutar contra esta dor, tão penetrável.
é como se o destino quisesse isto para mim, sem esperança, inútil, invisível"
preciso de força para travar a minha vontade de comer, estou a tentar não ingerir nada, mas não posso evitar, um bocado dali, outro daqui e quando dou conta já comi mais do que uma pessoa sem estar a tentar aparecer bem. é triste ver-me assim, mais triste ainda é que ainda não ouve ninguém que me veio ajudar, ou dar apoio.
tenho de me controlar, deixar esta vontade de lado, porque caso contrário irei ficar pior, cada vez pior!
hoje, uma amiga minha (que sabe que estou a passar por isto, quer dizer sabe pouca coisa) disse-me que eu era bonita, não podia acreditar...
sinto-me tão mal, porque penso que ela disse isso para eu não mudar.
a única coisa que posso dizer agora é que estou totalmente penetrada por dor, não existe nenhuma parte de mim que não a sinta.

única saída.

mais uma vez tudo piorou, está dor está-se a espalhar pelo meu corpo atingindo profundamente a parte do coração, é como o frio penetrante, quando tu deixas ele vai e fica. 
para mim a minha aparência, ou o meu estado preocupante com isso, está muito ligado à dor, acho que quero ficar bonita só para ver se a dor passa. 
bem, já nem escrevo bem, a vontade de não fazer nada continua. 
mas escrever é a minha única saída, é a única coisa que me faz aliviar isto por minutos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

realidade!


bem, os últimos dias não têm corrido como eu esperava. pensava que a dor que sentia ia diminuir, ou pelo menos que ficasse a gostar mais de mim, ao contrário disso está tudo cada vez pior, que tédio !
pensava que conviver mais um bocado me ia fazer bem, mas não. faz-me sentir cada vez mais inferior, mesmo que lute para que isso não se espalhe por o meu cérebro não consigo evitar. só queria poder fazer algo, algo que deixasse essa dor paralisada. continuo sem vontade de nada, pegar em livros? não consigo tenho de me obrigar, obrigar de tal forma que chego a pensar que quase me mato por dentro.  não dá, cheguei a um ponto que não dá mesmo.
é como se a saída seja encontrar a felicidade, mas essa para mim fugiu à muito tempo, vou ficar pressa nisto para sempre.
queria tanto que aparecesse alguém que me tirasse essa dor e que me fizesse sorrir por um momento, momento esse de segundos.
mas no fim de contas é esta dor que me faz saber que estou viva, mas é pena, porque estou destruída por dentro. não tenho para onde ir, um lugar para me refugiar, é triste mas é a minha realidade!
quero dormir, dormir, dormir para que está dor se vá embora!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

dificuldade.

em-se tornado mais difícil de dia para dia, agora não é só a falta de auto estima, é também a falta de vontade, já não pego num livro à dias, as minhas médias estão a descer, como numa queda livre.
eu bem que tento travar o acontecido, mas não consigo!
a minha preocupação com a aparência está-me a matar aos poucos, tanto psicologicamente como fisicamente, estou exausta.
esqueci-me como se amava, e não é isso o pior! o pior é que me deixei de amar.
os traços profundos da minha cara agora causam-me horror, o meu cabelo que cai com uma dor profunda é apenas uma parte de nada, quando penso que estou bonita estou só a tentar enganar-me a mim própria para não me destruir.
queria tanto poder olhar ao espelho e assumir que sou eu, não dá!
dor, dor, dor é tudo o que eu posso sentir; tão profunda que quando aperta bem cá dentro não aguento a pressão, por vezes tenho de dormir, dormir até a dor acalmar.
adoptei o cigarro como um analgésico, é a única saída que eu tenho disto, de toda a dor, horror, ódio!

sábado, 28 de janeiro de 2012

brutidão

por vezes penso como é que já cheguei a ter tanto aquilo que não desejava na época e que agora é o que mais anseio, é tão injusto, tão bruto que penetra-se como o vento nos meus pensamentos. as músicas que me fazem lembrar a felicidade, aquela que tive à muito tempo atrás. recentemente tenho pensado como cheguei a este ponto de sofrimento, desespero, angústia, lágrimas é demasiado para uma pessoa tão nova como eu suportar isto!

odeio-me !

já não sei o que escrever porque a minha dor é tanta que não tenho inspiração. nem vontade de contar nada. voltei a ingerir demais, não devia porque assim estou a deixar cada vez mais a comida, para compensar a demasia, é estúpido fazer isto para completar uma ambição, agora sou mesmo eu que não quero parar, esta vontade .. mas as vezes ainda tenho muito vontade de comer. nunca me imaginei a passar por isto, para além de ser complicado também é doloroso. o exercício físico vai para além daquilo que eu consigo fazer. talvez se as pessoas não me estragassem a minha auto-estima provavelmente hoje esta em perfeitas condições. é apenas uma questão de dor, já não é mais a minha aparência, é olhar-me no espelho e ver uma coisa que eu já mais queria para mim, uma pessoa perdida, sem coração é assim que eu me vejo. por vezes quero desistir de tudo, mas não consigo.
quero alguma coisa que me faça sentir viva, que me faço querer pertencer aqui. acho que já levaram tudo o que eu tinha agora não há nada para além de ódio. eu acho que me odeio por não saber o que quero, ou porque já não pertenço mais ao mundo da felicidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

pesadelo

nunca me tinha acontecido tal "coisa", fingir que uma parte de mim estava doente só porque ingeri algo que não podia evitar. foi o pior pesadelo da minha vida, jamais tinha pensado que tal dor se iria infiltrar dentro de mim. foi doloroso, jurava nunca deixar que tal "coisa" penetrar-se em mim, o melhor disto tudo foi que ao final do dia tudo se voltou a estabilizar, mas de certa forma ainda estou em processo. tem havido sinais, penso que são sinais, que me têm vindo avisar do que não deveria fazer, é um pouco desconfortante mas é realidade.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

insuportável

sou uma miserável, não tenho por onde me virar. é como se a gravidade quisesse que eu ficasse presa neste ciclo, nunca pensei que tal dor fosse capaz de me fazer virar a minha vida de uma maneira que a pudesse arruinar por completo. estou tão cansada de sentir isto todos os dias, está a tornar-se muito complicado porque eu não sei o que é melhor para mim.
está tudo a complicar-se de uma maneira insuportável, está a ficar impossível de viver.

sábado, 21 de janeiro de 2012

mais um dia de horror.

o horror continua lá, lá bem dentro de mim. quando vejo o meu reflexo só quero poder partir. é difícil viver assim, pelo menos para mim, é um vazio tão grande. nunca pensei chegar a este ponto, juro que não. era agora que eu precisava de todo o apoio que me pudessem dar mas pelos vistos não tenho ninguém para o fazer, tenho de me arranjar sozinha como ando a fazer nos últimos meses. sei que estou sempre a mencionar que estou perdida, mas é verdade, eu queria tanto, mas tanto que alguém me pudesse ajudar.. mas estou completamente sozinha.
tantas perguntas que eu teria para fazer se não fosse abandonada, tanto amor que eu iria dar e iria receber.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

cinzas.

não me sinto propriamente amada, também não sei se deveria. quero esquecer o que existe e ver apenas o que quero que exista, não me quero enganar, mas como já estou tão perdida que diferença faz? desde a morte da minha alma, nada voltou a ser igual, acho que nada vai poder voltar. quando digo morte quero dizer que a minha felicidade foi-se, tão depressa como um piscar de olhos. por vezes vejo-me "afogada boiando numa água sinistra", tanto poder que estás palavras têm. mas é apenas aquilo que eu posso descrever não muito bem, também nem sempre encolho as palavras correctas. palavras trocadas tal como o meu cérebro, ideias sempre a mudar, estados sempre em alteração. defeitos sempre a aparecer em demasia.
a minha aparência está a ficar cada vez pior, eu não quero ficar assim presa para sempre, quero poder mover-me sem qualquer tipo de dificuldade. preciso tanto de alguma coisa que me preencha a alma.
realidade? sou pedaços de cinza.

ódio, horror, dor.

o terror que sinto quando me vejo no espelho, aquela vontade de gritar bem alto, grito entalado pela garganta que me faz fazer força para que o meu coração não pare.
é tão triste ver-me assim, a realidade que vejo, aquela realidade que me corta as veias e me perfura o coração, tão ardente e pesado. quero uma pequena mentira, só hoje, só para poder aliviar um bocado está dor, nem que seja só por um pedaço de tempo, meia dúzia de minutos, nem é preciso tanto, talvez até um ou dois minutos, para que possa ver a luz e poder escolher outro caminho, porque se continuar assim posso-me perder a qualquer altura, eu não quero ir, quero ficar e poder sentir alguma coisa, alguma coisa mais do que dor, amor.
um pouco de amor é o que peço, não quero senti-lo, porque já o tive em quantidade, mas quero partilhado, para que me possa ver e dizer que vou mudar, que posso ter mais do que uma opção e não continuar com isto.
posso escrever muito e muito, mas nunca vou poder explicar aquilo que estou a sentir. bem, posso afirmar que é dor, ódio que mim própria, tudo junto que me está a destruir aos pedaços, está-se a tornar tão forte.
quase não consigo aguentar, por vezes penso que devia me deitar e dormir e levantar-me passado vinte e quatro horas.
só para poder descansar e poder-me organizar, tantas ideias más e pensamentos negativos.
"a vida causa tantos horrores, que quando deres por ti, já nem cá estás"