quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ódio, horror, dor.

o terror que sinto quando me vejo no espelho, aquela vontade de gritar bem alto, grito entalado pela garganta que me faz fazer força para que o meu coração não pare.
é tão triste ver-me assim, a realidade que vejo, aquela realidade que me corta as veias e me perfura o coração, tão ardente e pesado. quero uma pequena mentira, só hoje, só para poder aliviar um bocado está dor, nem que seja só por um pedaço de tempo, meia dúzia de minutos, nem é preciso tanto, talvez até um ou dois minutos, para que possa ver a luz e poder escolher outro caminho, porque se continuar assim posso-me perder a qualquer altura, eu não quero ir, quero ficar e poder sentir alguma coisa, alguma coisa mais do que dor, amor.
um pouco de amor é o que peço, não quero senti-lo, porque já o tive em quantidade, mas quero partilhado, para que me possa ver e dizer que vou mudar, que posso ter mais do que uma opção e não continuar com isto.
posso escrever muito e muito, mas nunca vou poder explicar aquilo que estou a sentir. bem, posso afirmar que é dor, ódio que mim própria, tudo junto que me está a destruir aos pedaços, está-se a tornar tão forte.
quase não consigo aguentar, por vezes penso que devia me deitar e dormir e levantar-me passado vinte e quatro horas.
só para poder descansar e poder-me organizar, tantas ideias más e pensamentos negativos.
"a vida causa tantos horrores, que quando deres por ti, já nem cá estás"

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