não me sinto propriamente amada, também não sei se deveria. quero esquecer o que existe e ver apenas o que quero que exista, não me quero enganar, mas como já estou tão perdida que diferença faz? desde a morte da minha alma, nada voltou a ser igual, acho que nada vai poder voltar. quando digo morte quero dizer que a minha felicidade foi-se, tão depressa como um piscar de olhos. por vezes vejo-me "afogada boiando numa água sinistra", tanto poder que estás palavras têm. mas é apenas aquilo que eu posso descrever não muito bem, também nem sempre encolho as palavras correctas. palavras trocadas tal como o meu cérebro, ideias sempre a mudar, estados sempre em alteração. defeitos sempre a aparecer em demasia.a minha aparência está a ficar cada vez pior, eu não quero ficar assim presa para sempre, quero poder mover-me sem qualquer tipo de dificuldade. preciso tanto de alguma coisa que me preencha a alma.
realidade? sou pedaços de cinza.
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